Empresários exigem ser ouvidos sobre Plano Integrado de Transportes

Segunda-Feira, Dia 7 de Abril de 2014 as 16:42

A Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) considera "preocupante" que o Plano Integrado dos Transportes da Região (PIT) tenha sido criado "sem ter havido a procura de diálogo com as associações representativas dos setores económicos, nem com os principais operadores". 

Num comunicado enviado às redações, a CCIA lembra que o setor dos transportes é uma "área estruturante", salientando que "condiciona, durante muitos anos, qualquer estratégia de desenvolvimento". 

Nesse sentido, os empresários defendem "alterações nos modelos dos transportes marítimo e aéreo, que melhorem a competitividade da economia regional, numa base de coesão regional, mas clarificadora e separadora da vertente económica da vertente social". "É indispensável criar um clima de diálogo contínuo e sem preconceitos entre as entidades públicas e os parceiros sociais", frisam.

Reavaliar medidas do Governo

Os empresários estão também preocupados com o desemprego e com as dificuldades das empresas, por isso defendem um debate aprofundado "com a maior urgência", sobre as opções e estratégias e sobre a afetação dos recursos do novo quadro comunitário de apoio, que vai vigorar até 2020, que consideram "o maior e quase único instrumento potenciador do investimento".

"A atual situação demonstra que os resultados da aplicação dos recursos dos sucessivos quadros comunitários e apoio não conduziram à criação de uma economia mais auto sustentada. Não se pode persistir na continuação da mesma estratégia", frisou. 

A CCIA considera que a eficácia das medidas que o Governo Regional tem vindo a tomar no apoio a empresas e famílias deve ser "reavaliada", defendendo que no contexto atual é "imprescindível" uma política "mais efetiva de defesa do tecido empresarial regional". 

Os empresários entendem que os recursos públicos devem ser "efetivamente direcionados para as empresas regionais" e que se deve evitar "a drenagem de muitas atividades para o exterior da Região". 

Para a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, o desemprego na Região já se tornou "estrutural", o que é "deveras preocupante para a estabilidade social", tendo em conta que a redução "só pode ser feito pelo setor privado" e que este se encontra "numa situação de grande fragilidade". 

A CCIA defende que "o setor do turismo é praticamente o único setor que em prazo curto tem potencial de crescimento suscetível de gerar emprego", por isso, recomenda que se repondere "toda a estratégia que tem vindo a ser seguida, bem como a sua envolvente, tendo em consideração os resultados obtidos e os recursos que lhe têm sido afetos". 

Os empresários mostraram-se também apreensivos com a situação financeira do setor público empresarial, alegando que "tem vindo a apresentar, de forma recorrente, resultados negativos, com endividamento crescente, muitas vezes, para dar continuidade a atividades que se revelam insustentáveis".

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